quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

[...]




Não escrevo frases de impacto. Daquelas que salvam vidas. O dia. A hora. Que traz de volta a dignidade. Que cala o choro. Quero mais é que se perca a dignidade. Que sangre até dizer chega. Que chore até soluçar. Até a lágrima secar. A vida é assim. Cada um sente de uma forma diferente. O que dói em mim. Não dói em você. E não consigo compreender a sua dor. Sua dor por coisas pequenas. Que merecem menor atenção. Mas, não é sobre isso. É sobre a falta de receita da vida. Quando o inesperado toma conta de seus planos. E você tem de agir. Quando o acaso domina. Mas, você precisa reagir. A vida é assim. Se o inesperado paralisar... a vida passa. O segundo se perde. E depois... E se... Deveria... nada disso volta. Já foi. Mas, não é sobre isso. Ou não. Não escrevo frases que são compartilhadas exaustivamente. Nem textos que servem como desabafos coletivo. O que escrevo é sobre minha dor. Como as coisas me afetam. E como me deixo afetar. Como fico coisificada. E como tenho que reagir diante de tudo. E devorar antes de ser devorada. Devastada. Não posso parar... e quem se dar o luxo de parar? Fica para trás. Sempre. Perde o fluxo. Prejuízo perene. Segue o rumo. É como um jogo não pode chegar no final pulando etapas. Cada dia é um level diferente. Que precisamos vencer. Até quando perdemos. Não podemos deixar nos abater. Nem esperar a ferida cicatrizar... temos de seguir sangrando. Estancando, enquanto caminhamos. Não pode estacionar. É preciso prosseguir... 

Nenhum comentário: