sábado, 29 de outubro de 2011

My Birthday!


It's my party - Amy Winehouse ft. Quincy Jones


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

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É que faz um tempo que não escrevo. Estava adormecida. Às vezes as coisas acumulam. Ainda não sei como isso terminará. E se terminará. Mas estou escrevendo, porque a necessidade é mais forte que a inspiração. (Pelo menos em mim!) Assim como o amor é mais forte que a razão (?). Nada sei do amor. Nem de amar. Ah, mar! Molhando meus pés descalços no final da tarde de outono. O vento levando meus cachos. E seus olhos castanhos que descansavam em mim? Continuo escrevendo apenas para falar de mim. E não sobre mim. Já está tão tarde e o sono vem. Preciso dormir. Enquanto estou sonolenta, preencho linhas. Minhas letras preenchem a lacuna entre uma linha e outra. Ao mesmo tempo em que me preencho. Me alimento enquanto escrevo. É bom e não engorda. Tive muitas idéias. Não tinha papel. E a ponta do lápis sempre teima em quebrar no momento errado. (clichê) Muitas coisas se perderam. Esqueço as idéias quando não escrevo. Minha memória é escrita. Subo escada, desço escada. Esbarro em pessoas. Derrubo livros. Distribuo sorrisos e olhares perdidos. Queria convidar você para tomarmos um sorvete colorido. Mas, meu rosto cora quando você está perto. Imaginação. Sua mão sob a minha. Seus olhos atentos capturando imagens monocromáticas. O sonho acabou. Alguém tinha um sonho: acordou! Ainda preciso falar duas coisas antes de terminar. Não consigo lembrá-las! (clichê). Retorno para essa escrita outro dia... O resto é silêncio.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

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É difícil escrever com lágrimas nos olhos. Mas, preciso espichar um pouco mais as palavras, porque não deu para agradecer as pessoas, meus alicerces, que auxiliaram em minha caminhada e, muitas vezes, caminharam comigo. Sinto-me muito comovida ao escrever linhas que seguem. Pedro, poeta lindo, eu quis muito e por isso continuei e continuarei naquela casa. Ainda não consigo compreender, claramente, o que foi preciso perder para ganhar. Preciso me afastar para desembaçar e voltar a enxergar com olhos gulosos que trago comigo desde o tempo de menina. É preciso ter distanciamento quando se narra. Aprendi isso, essa lição foi fácil. Difícil foi lidar com tantos egos. Inflados. Carregados de verdades. E eu ali perdida, querendo aprender com tantos mestres. Outra lição que aprendi, Aprenda rápido que lá os nomes não decepcionam, pelo menos até a gente tomar partido. Nem preciso falar que tomei partido e vou à frente da tropa para proteger os meus. Mas, foram tantas dúvidas. Precisei de muitas conversas para acalmar minha alma em desalinho. Encontrei mais quatro almas como a minha, às vezes até mais ansiosas. Nos grudamos e não nos largamos mais. Distanciamentos aconteceram. Mas, era só nos encontrarmos sob aquelas árvores, testemunhas de tantos planos e sonhos, que estávamos unidas novamente. O mundo (realmente) não nos engole sozinhos. Que bom! Cada uma, a seu modo, tinha sempre uma palavra, um sorriso, um olhar. Cínthia, como é bom conversar com você e sentir a sua paz, a sua maciez em viver a vida. Talita, tão atenta e preocupada com tudo e todos. Joice, a menina dos olhos de ressaca, segurou minha mão quando escorreguei e não me deixou cair. Carlinha, uma amiga querida, dedicada, minha companheira de projeto e desespero. Nos afinamos ainda mais depois de compartilhar o mesmo passo. Você carregou o fardo das minhas neuroses e manias. Meninas, vocês deixaram a caminhada mais leve. Obrigada, minhas nininhas queridas, por suavizar meu caminho. Carol, com sua generosidade enviou um anjo lindo para mim, Ivo. Obrigada Maquinhos, por me interar sobre todos os assuntos do ILUFBA. Edu, meu reencontro lindo, é bom tê-lo ao meu redor novamente. Grazi, Enna, Michele, Murilo, Rosana, obrigada pelo apoio, pelas conversas no MSN, pelos scraps, pelos emails, pelos telefonemas. Obrigada por estarem em minha vida e inundá-la de amor e carinho. LM, você apurou meu olhar sobre a pesquisa. Aguçou minha curiosidade e me mostrou que podemos fazer o melhor, mesmo diante das adversidades. Obrigada, meu bem, pelo carinho, pelos cafés, por não me deixar desistir e pelas palavras de incentivo (constantes). Minha Lindona, o que posso falar? Quando você entrou na sala, pela primeira vez, percebi que as meninas desejaram ser inteligentes e lindas. E os meninos desejaram casar com você. Mas, ficaram envergonhados em pedi-la em casamento e recitavam poesias após as aulas. Rosa, minha flor, obrigada pelo direcionamento acadêmico, pelas palavras de apoio e por enxergar em mim o que ainda não compreendo. Foram tantos mestres que passaram em minha travessia. Juliana, você acredita, que até hoje, lembro das camadas de pavê? Ah, não posso esquecer! Devo confessar que você sempre foi a minha protegida. Desde o primeiro dia de aula reconheci em você o impulso criativo que por vezes me invade. Em meio a tantas surpresas e nervosismo. Sinto alguém me cutucar (e não foi pelo facebook) e perguntar, Você é a Poetinha Feia? Fomos apresentadas. Agora nos conhecemos. Raquel, aquelas tardes eram repletas de encantamento e beleza. Estima e admiração. Ah, isso causou um rebuliço tão grande dentro de mim. Obrigada por compartilhar seus conhecimentos com carinho e iluminar nossos corações. A sabedoria é sempre generosa! Pedro, talvez, agora, já compreenda o que foi preciso perder para ganhar. Espero ter clareado sua visão com meu caleidoscópio.

Um poeta como nós, eles que façam as concessões!

sábado, 6 de agosto de 2011

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Tenho sempre uma lágrima na ponta. Pronta para rolar. Às vezes para fora, borra a maquiagem. Às vezes para dentro, corrói o sentimento. À noite quando durmo feito criança no peito. Tenho sonhos ruins. Não posso controlá-los. Desculpa! Meus olhos fechados enxergam mais do que quando estão abertos. O que imagino sempre é sempre melhor do que o que vivo. Minha imaginação acalenta meu coração. O que vivo deixa marcas em minha carne. Doem com freqüência. Sinto saudades dos seus olhos castanhos apertados. Sua perna sobre a minha. Acho que você nunca existiu. O amor chegou, mas você não se entregou. Assassinaram meu amor às 20h por conveniência. Doeu ler dos seus lábios (que tanto me fizeram feliz!) palavras duras. O seu olhar disperso, fugindo dos meus marejados. O calor que veio por dentro e quase saiu pela boca. Foi engolido seca e lentamente por um café, igualmente, quente. Estiquei os minutos ao máximo para ficar ao seu lado mais um pouco. Depois veio o carinho do consolo. A amizade é o que importa. É o mais importante. Mentira! Mentem para mim há tempos. Finjo que acredito. Sempre calo meus sentimentos. Quando um não quer, dois não amam! – Aprendi essa lição ainda menina. Trago sempre uma lágrima na ponta. Meus olhos brilham mais ao meio dia. Um olho chora mais que o outro. Um é emoção e o outro é contido.


terça-feira, 19 de julho de 2011

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Ouço meus olhos longes demais. Entendo quando querem fugir. Nem sempre eles atentam para minha necessidade. Vejo minhas palavras voarem pelos mares. Molhadas, bóiam densas. Rasuram o que tento escrever. Palavra dita é traída pela memória. Minha lembrança está à deriva. Escrevo. Mas estou sempre à procura dos detalhes. Escrevo para descrever os detalhes que se perdem nos sentidos. O que escrevo é apenas mais uma pré-montagem da próxima escrita. Reescrevo-me a cada segundo. Tento (re)encontrar o que sou. Sou mais um retrato de uma mulher perturbada do novo século. Sou uma úlcera pós-moderna. Carrego a angústia em meus olhos. Perdidos, vagueiam distantes. Sou mais uma esfarrapada. Meu corpo estropiado carrega as esporas que o tempo deixa. Passo e carrego suas marcas. Não permaneço, pereço. Sou como uma palavra ao vento, não retorno. Uma vez lançada, lançada. Uma lágrima rala e a outra faz arder. A terceira ressuscita a dor. Não adormece. Minha vida é provocada pela escrita. Passa e se instaura nela. O que escrevo é minha experiência de passagem. Tento escrever os rastros que meus olhos ouvem. O sentido da palavra está na produção do texto. Quero significar a palavra do dia-a-dia. A palavra cotidiana é invisível. Fala-se apenas, sem reflexão. Meus olhos voam longe demais e carregam minhas palavras. Não consigo alcançá-los. Chamam por mim, mas permaneço a deriva...


quinta-feira, 9 de junho de 2011

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Ainda tento preencher o vazio. Entre um passo e outro. Entre o olhar e uma piscadela. Uma palavra e outra. O sentar e o levantar. Seria retórico afirmar que me sinto como um vidro despedaçado por dentro? Mas é assim que me sinto (Reafirmação). O que esperar de uma palavra falada? Não retornará. Aqui passado e futuro: presente. Não tenho rastros a seguir. Passaram uma borracha enquanto piscava os olhos. Apenas tenho o que ficou por dentro. Lembranças recorrentes com sabor de cappuccino de menta. Goles pequenos queimam e corroem a saudade. Como preencher o vazio entre uma gargalhada e outra? Permaneço calada. Emudeço meus gestos. Minhas palavras. Não preciso conter aquilo que não tenho. Vivo o vazio de forma pura e absoluta. Permaneço imóvel e insone. Tento ocupar-me para não pensar. Preciso não pensar. Por que acham que contabilizo todos os minutos do dia? É preciso manter-se ocupada para não sentir o vazio rasgar ao meio dia. A despedida, não houve. Uma palavra de ternura, não foi dita. As expectativas e as lembranças foram resumidas ao “se”. Continuo no aguardo. Busco a presença que não se consuma. A vida presenteada com a ausência. Aguardo contínuo. Por que acham que organizo todas as coisas ao meu alcance a cada segundo do dia? É preciso contabilizar cada ação para não sobrar tempo para relembrar. Tempos coloridos. Pensar tem sido doloroso. Ocupo-me. Tempo automático. O vazio sublima e não é perecível aos dias. Quero fechar os olhos (e acreditar) que tudo passará...



domingo, 15 de maio de 2011

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Quando sento para escrever com meu lápis de ponta fina e meus pedaços de papéis. Junto sentimentos cabíveis. Tento colocá-los em papéis cortados. De uma forma ou de outra os sentimentos que junto, continuam separados. O que quero falar está escrito. Nada além da escrita. Meu texto não brota das minhas entranhas num rompante de inspiração. Mas, surge do sentimento que desperta e se impõe. É preciso muito mais do que querer para escrever. Necessito estar apta para escrever. Estou. Meu tempo é homogêneo. Minha escrita é heterogênea. Preciso conciliar dissonâncias. Quando escrevo dou outro contorno ao vivível. Minha escrita não é um decalque daquilo que vivi. O que escrevo é borrado, porque minha memória é lacunar. Minhas memórias não são exatamente minhas. Porque a memória se perde. A autenticidade se perde. A escrita reinventa minha memória e sua leitura reescreve. Toda leitura é uma reescrita. Escrevo e me inscrevo no texto. Sentimentos. Sensações. Percepções. Desejos. Utilizo a palavra para descrevê-los. Uma (e)terna busca pelo indizível. Pelo sensível. Começo e recomeço todos os dias. Tento preencher com palavras as falhas que possui a memória. Mas, não minto quando digo a verdade. Nem tudo que falo é verdade. Sou fiel apenas ao sentimento. O mais importante é o sentimento e este permanece...