quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Algumas Palavras ao Amor Meu...


Se você aceitar todo o meu carinho e meu bem querer eu prometo que não irá se arrepender. Eu posso fazer você feliz e fazer com que você esqueça durante alguns minutos toda a aflição que te consome. Eu posso contar várias besteiras e assim conseguirei um sorriso seu. Podemos assistir uma comédia boba ou um filme apaixonado. Eu posso ficar calada durante alguns segundos e sorrir para você depois. Eu posso fazer um cafuné em seu cabelo suave e cheiroso. Amor Meu, Meu amor permita que o mundo conheça o seu sorriso iluminado. Eu posso colocar você para dormir em meu colo e ler um poema enquanto seu sono não vem. Posso acordar ao meio da noite, ir até o seu quarto e pôr o ouvido em seu peito e assim senti sua respiração tranqüila. E no outro dia preparar um maravilhoso café da manhã. Posso enviar torpedo para você a cada cinco minutos para saber sobre o seu humor. E a noite quando você chegar com o cansaço do mundo prometo fazer-lhe uma massagem nos pés e colocá-los na água morna para você relaxar um pouco. E se você quiser ir embora e não me ver mais... Ficarei triste, mas direi tchau. Eu quero proteger você de todo o mal que existe lá fora. Poderia passar o resto dos meus dias em casa trancada com você jogando lego ou Star Wars. Mesmo que não queira eu compreendo quando você diz que está bem consigo, mas eu queria ser incluída e assim seríamos "nós". Posso confortar você em meu olhar. Emprestar minha mão para você apertar bem forte sempre que precisar. Podemos caminhar lado a lado na praia no fim da tarde e assim poderei perceber a infinita beleza do mar refletida em seus olhos cor de amêndoa. Podemos ler o mesmo livro no sofá tomando um pote de sorvete. Posso emprestar-lhe meu ombro quando você for chorar. E nesse momento chorarei junto, porque a sua dor é minha dor. A sua dor em mim é o maior sofrimento do mundo e se eu pudesse arrancaria essa sua dor, porque você nasceu para ser feliz e sorrir. Posso fazer um poema por dia para você e mesmo assim não conseguirei escrever sobre o carinho que sinto por ti. Eu posso te abraçar bem forte que será difícil saber quem é quem. Amor Meu. Eu deveria pedir desculpas pela minha insistência, mas nessa louca vida em que vivemos quando conhecemos uma pessoa boa não podemos deixá-la à toa. (rindo). Eu entendo bem quando você fala que está bem com você e não está bem com o mundo lá fora. Pessoas como você, são muito sensíveis e no mundo, Amor Meu, não há merecimento. Não precisa pedir desculpas por não atender minhas ligações só quero que você saiba que eu estou aqui e que me preocupo com você. Não há erro em deixar o celular sem som... Devo confessar que muitas vezes faço isso, porque eu gosto de ficar sozinha, lendo, escrevendo, tentando “me” parar no mundo sem tempo e "corrido". Não consigo viver nessa correria que as pessoas vivem. Eu preciso de tempo. Muito tempo e por isso sigo o meu caminho sem importar quanto tempo levará para atingir meus sonhos.
E estas são as coisas que eu posso dar para você ficar bem. E se ao final dessas palavras você estiver com um leve sorriso nos lábios... valeu a pena!

domingo, 6 de setembro de 2009

Saudades...

Predo, olha que achei entre poemas e sonhos guardados numa caixa:





Uma edição especialmente para mim!

Um dos meus preferidos

Você lembra quando me mostrou aquele caderno? E eu tímida falei: Gostei mais dessas daqui! E no outro dia lá estavam todas reunidas...



Pedro (Predo) Laurentino!

domingo, 23 de agosto de 2009

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Eu sou, angustiadamente, feliz, porque vivo numa eterna infelicidade. Não sinta piedade de mim, não sinta. Eu sinto piedade da sua ilusão sobre felicidade. Porque, meu bem, só as almas infelizes podem gozar plenamente da felicidade. E eu sou, excessivamente, infeliz. Sinto a infelicidade amolecer minha alma e adoecer meu corpo. Mas o que é um corpo, meu bem? Meu corpo nada mais é que uma casa temporária para a tristeza apresentar-se. E a tristeza apresenta-se em sorriso que não distribuo. Em abraço que não abraço. Em olhar melancólico que lanço sobre todos. Pelas minhas mãos trêmulas. E pelas minhas palavras amargas que dissecam tristeza. Eu sou feliz, acredite! Eu acredito, porque não posso viver em dúvida. Minha alma já possui o desespero necessário. Viver em dúvida, viver na incerteza é demais para uma alma angustiada. Meu coração possui dois pólos. Um feliz. Um infeliz. E ao meio. Ali bem no centro do peito essas emoções encontram-se. Bipolar que sou, vivo numa felicidade angustiada. Todo sorriso culmina em lágrima. E toda lágrima culmina em sorriso. E assim vivo. No fundo da tristeza tiro um sorriso. E em cada gargalhada vou às lágrimas. E assim sou. Feliz e infeliz. Sou um ser tragicômico a procura do drama perfeito para desesperar meu peito.


sábado, 1 de agosto de 2009

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Eu tenho e sinto um amor grandioso e louco. Que pulsa em mim a cada piscar de olhos e a cada batida do meu velho coração. E é verdade que eu não tenho vergonha em expor o meu amor. Meu amor enquanto sentimento. Falar que estou completamente apaixonada por alguém para mim é uma coisa natural. E quando falo o que sinto é uma certeza. Falar para uma pessoa é apenas uma forma de extravasar aquilo que está me sufocando por dentro. Porque eu toda sou amor. E o amor me toma toda, pois é o que mais carrego dentro de mim. O que me faz andar corcunda. E ter dor na coluna. O amor transborda dentro de mim é preciso expressá-lo para não sufocá-lo. Às vezes preciso amar em silêncio, porque adoro o escândalo que o amor causa dentro de mim. Explosão! Quando estou amargurada e chateada: amo! Para os dias que tenho fel na boca: amo! O amor me deixa leve. Faz-me fluir. Sinto o amor entrando em meus poros e percorrendo meu sangue. Gosto mesmo de devorá-lo! Como o amor como quem alimenta-se de feijão para ser forte. Um prato de amor por dois de feijão e sigo invencível. E incansável! Amo muitas pessoas ao mesmo tempo. Preciso dividi meu amor para ser inteira. Amo várias pessoas para ser completa. Meu amor é múltiplo. O amor explode pelas pessoas não importa quem elas são. Homens. Mulheres. Sexuados. Assexuados. Plurissexuais. Incolor. Multicolor. Meu amor não escolhe. Meu amor ama. Não exige critérios. Exige pessoas. E se há pessoas há amor e eu amo. E se não der certo? Choro no ombro de um amigo ou no quarto embaixo do travesseiro e depois sorrio na sala. O amor me acorda cedo. Dá-me um banho, penteia meu cabelo e escova meus dentes. Acompanha-me o dia inteiro. E a noite quando estou despedaçada o amor me coloca na cama. Sorri para mim, canta uma canção de ninar e diz baixinho em meu ouvido: Durma bem! Quando adormeço o amor permeia meus sonhos. No outro dia recomeço amando como nunca tivesse amado antes. Com a força e a pureza do primeiro e eterno amor.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

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Eu não posso. Simplesmente, porque não amo você. E nem desejo. E vai, além disso. É mais intenso. Não sinto necessidade de você. Sem tesão não consigo. Fica pesado demais. Muito tenso. Não gosto de tensão. Gosto de tesão. De calor. De mão na mão. Boca na boca. Olhos nos olhos. Um fogo. Uma loucura. Uma quentura. E com você não dá. Já deu. Até já dei, mas passou. Passou, ficou no passado. Hoje, tempo presente não dá, nem darei (tempo futuro). Não para você. Nem quero você. Nem te quero. A verdade é uma. Eu não tenho o mínimo problema em revelá-la. A verdade tem que ser dita e sentida. Problema seu se você chorar. Eu já chorei tanto. Um dia passa como o meu tesão por você passou. Assim...! Não posso namorar você se não desejo. Há de se ter desejo para desejar. E eu não sinto desejo para desejar você. Vou contar-te outra coisa. O seu cheiro. É o seu cheiro faz-me brochar. Eu fico brocha com o seu cheiro de flores. Um cheiro de flor chato, doce. Irrita-me! Eu nem tenho alergia a flores. Até que gosto muito delas, mas esse seu cheiro... aff! Esse cheiro está impregnado em você. Você faz-me impotente com esse cheiro. Em todos os sentidos impotente. E eu sou uma potência. Potência que explode tesão por todos os poros e pêlos. Esse seu cheiro sufoca-me. Não é o perfume que você usa. É o seu cheiro. E quando você usa perfume é pior, porque o cheiro de flor fica ainda mais forte. Como uma pessoa pode ter cheiro de flor? Quem tem cheiro de flor é defunto! E eu não como defunto. Como vou trepar com defunto? Não dá. Não darei. Já dei. Já foi. Já passou. Teve uma hora que esse cheiro de defunto sufocou-me. O seu cheiro de flor, ou melhor, o seu cheiro de defunto matou o meu tesão. Matou o meu desejo. Aqui jaz o meu tesão por você!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

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A impotência em não consegui escrever deixa-me angustiada. Devastada. Quero escrever. Preciso escrever. Tenho que escrever por mim e por você. Para mim e para você. Queria muito falar do seu olhar castanho que ilumina o meu. O seu abraço que conforta o meu corpo. Será que se eu soubesse escrever outra língua conseguiria aliviar essa tensão? Gostaria de escrever para você em francês. Porque tudo em francês é bonito e parece sincero. Em inglês você entenderia e eu não quero ser entendida, eu preciso ser sentida. O inglês limita o que sinto com apenas uma palavra. O que queria mesmo era escrever em minha língua, mas não consigo. Se você pudesse entrar pelos meus olhos e chegar ao meu coração. Você sentiria o que sinto. E aí não precisaríamos mais de muitas palavras. Mas continuo procurar palavras para expressar o que sinto quando não escrevo. Um vulto de palavras passa por mim, mas não consigo identificá-las. Não consigo tocá-las. Elas são intocáveis. Eu sou apenas uma sombra quando não escrevo. Há algo que sufoca-me e eu não consigo, simplesmente, não consigo. Eu queria ter uma inspiração divina. Um feixe de luz sobre minha cabeça para que assim, eu pudesse escrever coisas bonitas para mim e para você. Antes de escrever para você, eu escrevo para mim. Meu eu não cabe em mim. E por isso escrevo também para ti. Mas uma lágrima que insiste em sair dos meus olhos desde ontem à noite. Elas não saem e isso angustia ainda mais o meu ser. Não falo. Não bebo. Não escrevo. Eu sou uma alma negativa e melancólica em busca de um sorriso ameno. Mas hoje é um dia não. Especialmente não. O dia em que não te vejo. O dia em que seu sorriso não enlouquece-me de satisfação, de contentamento. Só por hoje eu queria ser boba e assistir uma comédia romântica daquelas que nos faz acreditar que o amor é eterno e verdadeiro. Só por hoje eu queria esquecer quem sou e o que carrego. Só por hoje queria ser leve. E ter você ao lado. Mas minha angústia não permite. E isso porque minha escrita não vem. Eu não queria escrever sobre nada disso. Eu só queria falar sobre a angústia dos meus dias de escrita ausente. Todas as angústias já foram escritas e descritas. Todos os sentimentos também. Os amores já foram sentidos. O medo já foi sentido, porém a cada dia é renovado. O medo é recorrente. Hoje, só por hoje eu gostaria que o tempo parasse por dois segundos apenas. Só por um piscar de olhos. Só enquanto você pronuncia meu nome. Eu vejo algumas rugas em meu jovem rosto. E meu corpo já traz a flacidez do tempo que passou. Invejo almas jovens e felizes. Eles são inocentes. Eu fui contaminada. Já não posso acreditar no amor. O amor para mim é apenas medo da solidão. E eu... Eu ando tão só...