Quando sento para escrever um poema. Sento com tudo que há em mim. Com toda emoção. E sentimentos. Com toda dor que trago comigo. Meu coração sangra. Sangra com emoção. Sangra com toda força que ele tem. Meus dedos finos, frágeis e calejados. Escrevem tremendo de dor. Meus dedos gemem de dor. Minha mão dói. Chega a sangrar. Os dedos fraquejam. O lápis cai. A ponta quebra. O papel mancha. Recomeço. Meu trabalho é árduo. Começa e recomeça. É um trabalho sem fim. Eterno enquanto eu viva. Ou eterno pelas mãos de outro. Ou ainda eterno pela leitura de outro. Um trabalho que não acaba. Enquanto houver vida. Sentimentos. E emoções. Um trabalho que cansa. Um trabalho de transpiração. Inspiração. Pulsação. Meu coração sangra a cada batida. Sangra a cada pulso. Um verso bem escrito. E lá vem lágrimas nos olhos. O coração pulsa rápido forte. Tudo é uma dor. Um sofrimento doloroso. Às vezes o poema vem inacabado. Outras vezes pronto. Outras vezes não vem. Nas vezes que não vem, meu sofrimento é maior. Eu sofro calada. Quem sofre em silêncio sofre mais. Calada eu sofro o sofrimento maior do mundo. Sofro mais e melhor. Sofro o vazio. A ausência do verso. O sofrimento me enlouquece. O vazio me apavora. Silêncio. Palavras evaporam no ar. Meu trabalho continua. Contínuo...segunda-feira, 28 de abril de 2008
Meu Ofício
Quando sento para escrever um poema. Sento com tudo que há em mim. Com toda emoção. E sentimentos. Com toda dor que trago comigo. Meu coração sangra. Sangra com emoção. Sangra com toda força que ele tem. Meus dedos finos, frágeis e calejados. Escrevem tremendo de dor. Meus dedos gemem de dor. Minha mão dói. Chega a sangrar. Os dedos fraquejam. O lápis cai. A ponta quebra. O papel mancha. Recomeço. Meu trabalho é árduo. Começa e recomeça. É um trabalho sem fim. Eterno enquanto eu viva. Ou eterno pelas mãos de outro. Ou ainda eterno pela leitura de outro. Um trabalho que não acaba. Enquanto houver vida. Sentimentos. E emoções. Um trabalho que cansa. Um trabalho de transpiração. Inspiração. Pulsação. Meu coração sangra a cada batida. Sangra a cada pulso. Um verso bem escrito. E lá vem lágrimas nos olhos. O coração pulsa rápido forte. Tudo é uma dor. Um sofrimento doloroso. Às vezes o poema vem inacabado. Outras vezes pronto. Outras vezes não vem. Nas vezes que não vem, meu sofrimento é maior. Eu sofro calada. Quem sofre em silêncio sofre mais. Calada eu sofro o sofrimento maior do mundo. Sofro mais e melhor. Sofro o vazio. A ausência do verso. O sofrimento me enlouquece. O vazio me apavora. Silêncio. Palavras evaporam no ar. Meu trabalho continua. Contínuo...sexta-feira, 4 de abril de 2008
História de Amor n° 01: A Prima e o Primo

A Prima(1) se apaixonou pelo Primo(2) antes mesmo de começar a falar. Ela era uma garota muito faladeira, alegre e às vezes um tantinto chatinha. Ele, bem ele, não sei como era, aliás a única coisa que sei é que ele não era pequeno, mas como conheço a Prima, posso imaginar que ele era bem legal e que a fazia sorrir. Os homens naturalmente gostam das mulheres que sorriem de suas piadas, mas esse é o tema de outra história.
A Prima apaixonada passava as férias e os finais de semana prolongados na casa dos seus Padrinhos que por coincidência ou não eram os pais do seu querido, amado e idolatrado Primo. Um belo dia o Primo olhou para a sua Prima Apaixonada e disse: “Não se afobe, não, Que nada é pra já, O amor não tem pressa, Ele pode esperar em silêncio, Num fundo de armário, Na posta-restante, Milênios, milênios, ... Amores serão sempre amáveis, Futuros amantes, quiçá, Se amarão sem saber, Com o amor que eu um dia, Deixei pra você.(3)” Ele não disse isso, assim com essas palavras, mas se dissesse, ela não se conformaria em ter que crescer. O que realmente ele disse foi: - Vou esperar você crescer. E deu um beijo na Prima. Os olhos de jabuticaba da Prima brilharam intensamente (igual quando se tem uma revelação). Aquilo bastou. Ela acreditou naquilo como se acredita na vida.
O tempo foi passando e a Prima foi crescendo.
Um belo dia de sol e céu azul a Prima retorna do colégio, entra em casa falando sem parar e dá de cara com o Primo que diz: Eu disse que iria esperar você crescer. Depois de proferida a sentença eles passaram o resto do dia conversando.
No outro dia eles já estavam namorando há muito tempo, sabe quando você acaba de conhecer uma pessoa e tem a sensação que aquela pessoa sempre esteve ao seu lado, então era assim que eles se sentiam. Entre cinemas e beijinhos, pizzas e mais beijinhos, o tempo foi passando e o relacionamento foi ficando cada vez mais sério, o que era um namoro de adolescente entre primos e sem futuro, estava se transformando numa bela história de amor.
A Prima muito inteligente terminou seus estudos bem cedinho e logo começou a trabalhar, mas o Primo apesar de ser lindo e fazê-la sorrir era bem machista como todo homem bom deve ser. E pediu, implorou e suplicou para a Prima sair do emprego, porque o trabalho dele sustentava os dois. Bonito isso, isto é, realmente profundo. A Prima que era muito esperta foi enrolando até o dia que ele falou que queria casar e como ele trabalhava num Banco e em outra Cidade pediu que ela fosse morar com ele. A Prima respondeu ao seu amado que era muito cedo para eles casarem.
O relacionamento foi esfriando, o Primo foi ficando distante, até o dia que o Primo sumiu. Esse é o momento mais bonito dessa história, é o momento sublime, esse é o meu momento, é o momento de escrever poeticamente o que a Prima sentiu, esse momento é tão bom que merece até um parágrafo.
Com o sumiço do Primo, a Prima apaixonada fica doente, doente de ausência, doente de saudades, doente pela falta do beijo, sentia febre e um frio intenso, imenso era a falta de algo que já estava inerente nela e ela nem tinha percebido, não conseguia comer, seus olhos ficavam fechados para não ter certeza, as lágrimas saíam dos seus olhos como a jabuticaba cai da jabuticabeira quando está madura, sem sentir, aquilo já fazia parte de sua vida, aquele sofrimento foi inevitável, a Prima estava doente de amor.
Era primavera e a Prima tinha voltado a sorrir, o que os olhos não vêem o coração não sente, então a Prima pensava: “De hoje em diante Eu vou modificar O meu modo de vida Naquele instante Em que você partiu Destruiu nosso amor (4) ", o Primo era uma página virada e era, até o dia que ela recebeu a visita de sua Prima que ostentava um lindo anel de noivado e alguém muito curioso perguntou a Prima noiva: - Você está noiva? E a Prima Noiva Boba respondeu: Estou noiva sim, eu e o Primo ficamos noivos vamos nos casar. A Prima apaixonada ouve aquela frase que desce secamente em sua garganta e seus olhos de jabuticaba já marejados ameaçavam o choro, mas antes da lágrima cair, ela disse: “Agora não vou mais chorar Cansei de esperar De esperar enfim E pra começar Eu só vou gostar de quem gosta de mim (4.1) ”. A Prima pegou o telefone e ligou para um antigo Pretendente e disse: - Eu aceito namorar você. E assim foi feito.
A Prima e seu Pretendente começaram a namorar, ele não era exatamente um Primo, mas há de se fazer o quê, são as coisas da vida, quem não tem gato caça com cão. Ele era um homem bom e deveria fazê-la sorrir, isso é o mínimo que os homens devem fazer as mulheres.
Chega o grande dia, o dia do casamento dos Primos, a Prima não queria ir, mas seu Marido (sim, ela casou com seu Pretendente) insistiu, não via motivos para não ir e eles foram.
Esse momento é tão lindo, tão lindo, que me faltam palavras para traduzir os sentimentos envolvidos ali naquela cerimônia, que selaria o destino dos Primos, novamente preciso de um parágrafo e um gole de fôlego.
O Primo passou a cerimônia toda de costas para o altar e de frente para sua Prima, a sua verdadeira Prima, o seu grande e verdadeiro amor. Penso que ali naquele momento ele deve ter pensando na grande besteira que havia cometido (e estava cometendo), na grande injustiça que ele havia feito (e estava fazendo), mas os homens são assim. Agem primeiro, pensam depois. Os olhos de jabuticaba da Prima brilhavam intensamente envolvidos por uma camada de lágrimas. Eles se olharam, se falaram pelo olhar. E aquilo bastou.
Após aquele dia eles não se viram mais, a Prima após alguns anos separou-se do Marido e soube que o seu Primo tinha ido morar em outro Estado e mais tarde também soube que ele havia se separado da Prima. Não tiveram mais contato.
Só em contar essa história foi o suficiente para a Prima ter uma noite sem sono entre sonhos e olhos abertos, só o som de sua voz foi o suficiente para despertar todo o amor no coração da Prima, só a leitura dessa história foi o suficiente para emocionar os olhos de jabuticaba. E só o amor poderá ser suficiente para refazê-la feliz.
Notinhas de rodapé
(1) O nome da Prima é segredo, não conto nem sob tortura.
(2) O nome do Primo eu poderia até revelar, mas a Prima me pediu e eu não conto, porque sei guardar segredo direitinho.
(3) Trecho da música, “Futuros Amantes”, do lindíssimo Chico Buarque que na voz de Gal Costa é sublime.
(4) e (4.1) Trechos da música, “Só vou gostar de quem gosta de mim”, uma composição Rossini Pinto segundo vários sites que esqueci quais foram e que é muito linda quando cantada por Eliana Printes.
sábado, 22 de março de 2008
Para Meu Amor
Eu gosto quando escrevo e você me observa. Eu gosto de palavras bonitas. Eu gosto do seu sabor. Eu gosto de saber que você está ali. Eu gosto de tomar café com você, mesmo quando não tomo café. Gosto quando você termina e não me espera terminar. Gosto do seu sorriso. Gosto do seu cheiro. Gosto de melancia. Gosto de Clarice Lispector. Gosto de Florbela Espanca e você também. Gosto do frio e de sentir seu abraço bem apertado me aquecendo. Gosto daquela sua camisa velha que tem seu cheiro. Eu gosto de ficar sozinha com você por perto. Eu gosto de músicas que você não gosta. Eu gosto de músicas que você gosta. Eu gosto de olhar o horizonte. Eu gosto de olhar fixo para qualquer coisa. Gosto quando você tenta adivinhar meus pensamentos. Gosto quando você me surpreende. Eu gosto de surpreender você. Eu gosto quando você faz carinho em minha orelha. Eu gosto quando você cheira meu pescoço. Eu gosto dos seus cuidados comigo. Eu gosto de cuidar de você. Eu gosto de olhar as outras casas pela janela e pensar nas rotinas daquelas pessoas. Eu gosto de olhar as pessoas andando em todas as direções apressadas. Eu gosto quando você liga e diz que já vem. Eu gosto da cor rosa. Gosto por você gostar de caranguejo. Gosto de peixe. Gosto por você gostar de carne. Eu gosto de acordar ao seu lado. Eu gosto de dizer: Bom dia! Eu gosto quando você espirra várias vezes sem parar. Eu gosto de sentir o seu carinho quando estou dormindo. Eu gosto de dizer: Boa noite! Eu gosto das suas unhas. Gosto dos seus dentinhos. Gosto quando eles sorriem para mim. Gosto do seu olhar de carinho. Gosto dos seus olhos verdes, mas prefiro castanho. Gosto quando você pisca o olho para mim. Gosto, porque é inteligente. Gosto de admirar você. Gosto de ter orgulho de você. Gosto da sua determinação. Gosto quando você traz novidades fresquinhas para mim. Gosto da sua sinceridade, às vezes. Gosto do seu gosto. Gosto dos planos. Gosto da nossa casa. Gosto da nossa rotina. Gosto por você gostar de matemática. Gosto do seu pensamento rápido. Eu gosto de fazer cafuné em você. Eu gosto de molhar as plantinhas. Gosto de suas críticas. Gosto de sua perfeição. Eu gosto de sorrir com você. Eu gosto de nós. Eu gosto do nosso. Eu gosto de dormir abraçadinha com você. Gosto de assistir filmes com você. Eu gosto de beijar. Beijar na boca. A todo instante e como se fosse à primeira vez. Gosto de chamar para ter certeza que você está comigo. Eu gosto de você assim mesmo e mesmo assim. Eu gosto de amar você. Eu gosto de desejar você. Gosto porque você gosta de mim. Por quem eu sou. Eu gosto de você. Eu gosto, porque você me faz feliz. Eu gosto de estar com você e ser feliz.sexta-feira, 14 de março de 2008
Dia do Poeta
A inspiração tem tornado-se constante nesse momento. Se for de inspiração que o Poeta precisa para escrever, eu como aprendiz de Poeta que sou sinto-me totalmente inspirada. Inspirada e Fascinada. Inspiração e Fascinação são palavras lindas. Eu sou um ser que tenho paixão pelas coisas. Tenho não. Sinto. Eu sinto paixão. E sinto uma paixão incontrolável pelas palavras. O trabalho que o Poeta tem em colocar as palavras certas, precisas no verso é algo sublime. Um trabalho árduo. Um trabalho de experimentação. Combinação. Sentimentos. “Cada coisa é uma palavra. E quando não se tem, inventa-se-a.” CL. Quando eu sento para ler um poema é um momento sagrado. De devoção. Leio com o coração. Meu coração se abre. E sinto cada uma daquelas palavras lindas, lidas entrarem em meu coração. E aos poucos ele vai se enchendo de emoções. E sentimentos. Quando leio procuro sentir o que aquelas palavras têm a dizer. Não procuro entender. “Viver ultrapassa todo o entendimento.” CL. Nesse momento meu coração está transbordando de sentimentos e palavras. São tantas as palavras que quero escrever. E elas vão se atropelando em meu caótico pensamento. Quero dizer também que as coisas que escrevo são simplesmente para satisfazer a minha necessidade. Sinto e tenho necessidade de escrever como tenho vontade de respirar. São coisas sem as quais não posso viver. Palavras. Ar. Ah! E tem as músicas também. Ouvi uma música antiga e um refrão não sai da minha cabeça. Eu já conheço essa música há alguns anos, mas inexplicavelmente essa melodia me tocou nesse momento de uma forma singular. “A raça humana é uma semana do trabalho de Deus”. GG. Isso é tão lindo que me emociona mesmo. Meus olhos enchem d’água. São tantas as músicas lindas, ouvidas. Músicas empoemadas, como diria Chico. Que palavra linda! EMPOEMAR. Chico me disse que escrevo de um jeito menino. E eu acho que realmente escrevo desse jeito, porque escrever é simples. Tenho que ser entendida ou melhor sentida. Eu quando comecei a escrever, descobri que a escrita era simples e isso aconteceu quando eu entrei para o mundo encantado das Letras. Escrever é algo muito simples. "Eu não, sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida." CL. Escrever é empoemar-se. Eu sou uma pessoa empoemada completamente. Transbordo-me de poemas e deixo-me empoemar. E vou empoemada.PS.: Eu nem sabia que hoje era o dia do Poeta, aconteceu e foi mera coincidência. Parabéns Chico! Parabéns Predo! Parabéns a tantos outros.
terça-feira, 4 de março de 2008
Sem Título III
Afilhado querido:Aqui estou numa missão quase impossível e muito especial, preciso relatar a você como foi a minha primeira vez naquela casa. Uma manhã de sol muito quente, muito quente mesmo. Trabalhava o dia todo, mas agora só trabalho à tarde. A marmita já estava me esperando no trabalho. Semana da Calourada de Letras 8.1, mas antes disso precisava saber meus horários e onde seriam as aulas. 401. Pronto. Sou 401. Alguma coisa eu já sei. Já não me sinto tão perdida. As aulas são em português. Lá estou eu. Em frente a um prédio novo. Novinho mesmo. Cheirando a tinta fresca. Prédio aqui é chamado de Pavilhão. Então tá bom, pavilhão. Pavilhão de Aulas da Federação 03. PAF 03. Só não consigo entender, porque é Federação se o Pavilhão fica em Ondina? Vários calouros disputavam à mesma coisa que eu. O horário. Alguém grita: Quem já achou LET A 09 com Luís Henrique? Estava mais perdida ainda. Procurei por Evelina de Sá Hoisel, mas só achei um tal de Thiago Martins. Completaram minha grade por mim. Algum calouro, como eu, mas experiente (eu acho) fechou meu horário todo. Eu queria ficar quieta, nem queria conhecer as pessoas que ali estavam. As pessoas são muito solidárias. Eu queria silêncio. Queria sentir tudo aquilo ali, mas as pessoas não deixaram. Faltava saber onde seria a aula de Latim. Vamos para o ILUFBA. A aula será aqui mesmo? Por quê? Porque quem ministra as aulas é a Profª Rosauta, diretora de alguma coisa (que eu não lembro mais) e não pode se ausentar do Instituto. Se é assim então tá bom. São muitas informações despejadas no primeiro dia. As aulas são no PAF 03, menos a de Latim que é no ILUFBA. Um ao lado do outro. Maravilha! Nada de aulas no PAC. Nem em São Lazaro. Pelo menos por enquanto, assim me disseram. Encontrei uma pessoa do CEFET. Minha caloura, ela gritou. E foi logo avisando: - Nem me abrace porque eu estou toda suada. Então quando ficamos frente a frente. Ela me deu um abraço bem apertado. Logo ela se foi e lá estava eu perdida novamente. Primeira semana de aula, sem aulas. Uma semana dedicada aos calouros. Esperei ansiosamente pela palestra de Evelina de Sá Hoisel, mas houve um imprevisto e ela não foi. Ainda não foi dessa vez que a conheci. Agora ficou muito claro quando você me falou para maltratar um pouco. O amor é descarado mesmo. Rui Espinheira Filho foi. Uma palestra sensacional principalmente quando falava que não conseguia separar a literatura de sua vida e que literatura é um como, uma condição. Eu quase choro. As manhãs estão vindo devagar. O tempo vai passando de outra maneira, mas as pessoas por aqui andam com tanta pressa e eu simplesmente não entendo o motivo da correria. Eu ainda não cheguei a uma conclusão sobre isso aqui, espero que possa chegar ao momento certo. Eu acho que compreendi quando você diz que é preciso querer muito para continuar aqui. Eu quis, tive que querer muito e sozinha. Em silêncio. Não consigo compreender o que perdi para ganhar, mas temos que abrir mão de alguma coisa para ter outra. Estou ainda confusa com tantas mudanças e novidades. No primeiro dia que estive aqui lembrava de suas palavras a cada instante. E foi como se você estivesse mesmo ali comigo. E me sentia bem. Me sentia segura e de alguma forma protegida. Espero ter clareado sua visão com meu caleidoscópio, mesmo se você quiser ver pelos meus olhos depois. Um poeta como nós, eles que façam as concessões (sempre)!!P.L.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Sem Título II
Quando eu posto algo aqui no blog. Sinto-me completamente aliviada depois. Algumas pessoas me perguntam porque eu demoro tanto para postar algo novo aqui no blog. E eu respondo em silêncio. Com um sorriso amarelo, sem graça. Sem graça e desconfiado. Se é que é possível. Aqui tudo é possível. Eu escrevo coisas aqui, que me atormentam. Atormentar. ? Não é bem essa palavra. Escrevo coisas aqui que ficam dias e dias em minha cabeça e que não me deixam fazer mais nada. Fico com o pensamento fixo. É de alguma forma o que escrevo aqui no blog me atormenta, porque eu sou uma escrava das palavras. Eu não tenho textos prontos. Nem textos pré-preparados. Miojo. Às vezes sinto uma vontade incontrolável de escrever. Tenho que parar tudo que estou fazendo e escrever. Não consigo dormir. Aquela idéia fixa não sai da minha cabeça. Quando escrevo é um alívio. Um alívio triunfante. Ao mesmo tempo que sinto um alívio, sinto um vazio. Vou me fazer entender. Quando escrevo sinto as palavras saírem de mim. Elas saem de dentro de mim e vão diretamente para o papel. Torno-me então vazia. Fico esvaziada. Esvaziada de tudo. Sentimentos. Idéias. Emoções. E para encher novamente leva um certo tempo. Bom, agora quero escrever sobre algumas coisas que tem tirado meu sono. “Carnaval é a invenção do Diabo que Deus abençoou” CV. O carnaval é lindo. Todos. Juntos. Vamos. Pular Carnaval. É perfeito. Pobre. Rico. Intermediários. Negros. Brancos. Afros. Pardos. Pagodeiros. Axezeiros. Turistas nacionais e internacionais. “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu.” CV. Eu vou. Viva. ! Estava lendo as Infrutescências do meu amigo Predo e comentei algo sobre quando era pequena e que só assistia o Marinheiro Popeye para vê-lo roubando uns beijinhos em Olívia Palito. Que romântico! Ainda bem que não me perguntavam sobre o tema, mesmo se tivesse acabado de assistir eu não lembraria. Possivelmente não saberia responder. Como até hoje não sei. Se fosse assistir hoje todos os episódios seriam inéditos. É tão bom ser criança. Por isso eu luto todos os dias para não perder a minha inocência. Quero falar também do meu Amorzinho que arrancou seu primeiro dentinho de leite. E está todo feliz, porque está crescendo. Se ele soubesse como é tão bom ser criança, porque não crescer é fácil. Ele está numa felicidade incrível. E uma teimosia igualmente. Coisas de crianças. Fiquei tão feliz, porque Alicia Keys ganhou um Grammy. Ouça. "No One". E fiquei radiante com Amy Winehouse. Ela ganhou cinco Grammys. Ouça "Rehab". "Back to Black". Ouça todas as músicas de Amy e se deixe contagiar. E fiquei tão triste por Henri Salvador. “Quem não sentiu o suingue de Henri Salvador?” CV. CV realmente é um gênio. Um gênio fora da lâmpada. Para quem não sabe CV é Caetano Veloso. Já estou ficando novamente vazia e aliviada. Ou seria aliviada e vazia? domingo, 20 de janeiro de 2008
Sem título
Salve, salve!! O ano nem bem começou e eu já estou a mil por segundo. Um turbilhão de sentimento e idéias loucas que surgem em minha cabeça. Nem eu sei como agüento. Um dia piro, mas enquanto isso não acontece. Eu escrevo. São tantas coisas. Tantos sentimentos e muitas emoções. Muitas mudanças acontecendo que eu nem tenho tempo para pensar. Pensar para quê? O importante é viver. E eu vivo sempre. São tantos detalhes, tantas coisas miúdas que se perdem pelo meio do caminho e que esquecemos de procurar. Na verdade nem sabemos como perdemos. Eleja aquilo que é bom e que te faça feliz. Eu elejo a inocência. Eu não quero perder a inocência que trago comigo. Mesmo que no final as coisas fiquem bem. No final tudo dá certo. Vou mudar de Faculdade, não planejei, simplesmente aconteceu. Numa dessas surpresas fenomenais que a vida prega na gente. Aconteceu. E eu tenho que viver isso. Como vou saber se eu não viver? Contrariando muitas expectativas dos outros eu vou trancar a FJA. Oh! Você já está na metade do curso. E daí? Tenho que saber como é lá. Tenho que ter opções. Tenho que viver. Mesmo que me arrependa no primeiro dia de aula. Se eu não for não saberei. E tudo que vive na FJA? Foi tudo tão lindo. Estressante. Intenso. E sofrido. Levarei tudo comigo. Sorrisos. Abraços. Olhares. Amizades. As pessoas incríveis que conheci viverão para sempre comigo. Mesmo que eu não as veja mais. Os professores chatos, os legais. Tudo será muito bem aproveitado. Cada um na sua. E eu tentando absorver o máximo, mesmo quando não entendia. Minha primeira final. Nossa! Sofri tanto, mas aprendi uma lição. Eu simplesmente detesto fonética. Não nasci para estudar fonética. Prefiro lingüística a fonética. Prefiro literatura a lingüística. É impossível falar em literatura e não falar em Sayonara Amaral. Pense numa pessoa inteligente. Ela é um gênio. Ela é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!. Com todas as letras maiúsculas. Quando eu ouvi Amy Winehouse, eu pensei Sayonara vai gostar disso. E ela gostou. Eu sabia um segredo sobre Sayonara, mas agora eu sei dois segredos. E eu não posso contar. Talvez não seja segredo, mas é melhor não falar. E escrever pode? Minha mão ta coçando para escrever, mas eu não escrevo. Deixa pra lá. Eu só sei que uma pessoa que estuda Letras e que não é aluno de Sayonara Amaral, essa pessoa é frustrada. Pode ter certeza disso. Se você conhecer alguém que estuda Letras e essa pessoa for triste. Você já vai saber não foi aluno de Sayonara Amaral. Eu sou feliz. Chega de tietar. Eu sei que uma vez entreguei umas coisas (uma coisas dessas loucas que escrevo sem controle) para Sayonara ler e ela simplesmente perdeu. Eu como fiquei? Simplesmente eu adorei ela ter perdido tudo. Imagine se ela não gosta. Ta perdoada Sayonara. Até rimou. Predo (É Predo mesmo) eu vou ouvir seu conselho viu. Vou chegar lá naquela Faculdade de sei não. Vou chegar, chegando e arrebentar! Eu espero realmente arrebentar. Lá não tem ar-condicionado. Lá não tem bebedouros. O elevador não funciona. Todo mundo entra lá. E daí? Ainda assim lá é melhor. Ainda assim lá é a melhor. Eu fui lá e vi tudo isso com meus próprios olhos. E daí? Ainda assim lá é a melhor. É a FJA é muito boa, muito boa mesmo. Podem arrancar tudo de você, mas a única que não conseguirão levar é o seu conhecimento. Eu vou para lá levando todo conhecimento que adquiri na FJA. Será uma adição. Uma multiplicação. São tantas coisas. E eles estão na França novamente. Daqui a pouco é Carnaval, mas antes tem a Lavagem de Itapuã. E antes da Lavagem de Itapuã teve a Lavagem do Bomfim. Eu quero falar de Itapuã. Itapuã é um lugar encantado. Tem cheiro de mar. Tem pessoas felizes. Tem cheiro de protetor solar. Tem cheiro de rua. Tem até sereia. Tem Lagoa também. Tem poetas. Tem rua com nome de Literatura. Rua da Poesia. Rua da Música. Tem Vila dos Ex-Combatentes. Tem rua da Ilha. Posso escrever aqui um milhão de coisas. Eu continuo apaixonada por Clarice Lispector. Adélia Prado. Florbela Espanca. As novas paixões que chegam para ficar. Serão todas muito bem-vindas! Não esqueci das histórias de amor. Elas estão chegando. Deixa o ano começar direito que escrevo mais. Sayonara.
