
quarta-feira, 11 de março de 2009
Uma Saudade Infinita...

quarta-feira, 4 de março de 2009
Algumas Palavras para Ela ou Uma Pequena Declaração
aprendiz de poeta, poderia falar sobre/para ela, porque ao avistá-la parece que tudo já foi dito. E ao vê-la sorrir não têm mais dúvidas. Porém mesmo assim aí vou eu arriscar algumas palavras arriscadas. Se eu afirmasse que ela é bela isso não seria um elogio. Isso seria um pleonasmo. Mas como não falar em sua beleza se à primeira vista é isso que encanta e quando a conhecemos percebemos que a sua beleza está além daquela que vemos. O que há por dentro transpõe e ela se torna ainda mais bela. (Se é que isso é possível!). Bela mesmo são suas palavras às ditas e as escritas. Sua oratória muito bem apresentada. Cada palavra pronunciada de maneira exata. E eu ali pensando em como aquilo era bom. Por alguns minutos eu quis ter tudo aquilo e fazer parte. Eu quis que ela fizesse parte da minha história para que assim eu pudesse fazer parte da história dela. E mesmo que minha participação fosse ínfima a minha felicidade seria infinita. Os outros minutos eu planejava uma forma de levá-la para os federais assim eles seriam contagiados pela sua sensibilidade terna. Mas os federais ainda não estão preparados para recebê-la. Ela está a mil passos a frente deles. Os minutos finais foram de agradecimento por estar ali e por ela permitir-me estar fazendo parte daquele momento mágico. Eu estava e ainda estou em estado de felicidade. Felicidade pura! E ainda nem falei sobre a beleza de suas palavras escritas, pois o primeiro encantamento que tomou-me foram elas. “Estou a espera das palavras... elas resolveram me dar férias e, por isso, sinto-me tão oca, sem poesias, sem movimentos, sem ritmos... mas elas virão e eu estarei preparada para recebê-las, acolhê-las.” Esse lindo poema foi escrito por ela apenas para demonstrar sua falta de inspiração em escrever. Pergunta: Como seria se ela estivesse inspirada? Gostaria de saber expressar-me com tamanha sensibilidade e delicadeza. Aí sim eu seria uma POETA dessas de mão cheia, mas enquanto estou aprendendo sou Poetinha. Delicadeza essa é a palavra que estava procurando já que quando a vejo essa é a palavra que meu coração sopra em meu ouvido. Há outra que também gostaria de oferecer-lhe: suavidade. Eu tenho uma rápida impressão que você já sabe dessas coisas todas que insisto em escrever aqui. Algumas pessoas talvez não percebam o quão bela é você e toda a sua suavidade. Às vezes é preciso afastar-se para compreender o belo. Até este momento nem revelei o seu nome. Vamos a ele? Jil-linda-vania, ops! Jilvania Linda... Agora eu consigo. Jilvania Lima. Esse nome simboliza delicadeza e suavidade. Bem, Jil-linda, meu coração insiste em chamá-la assim e eu não tenho forças e nem posso contrariá-lo. Sou apenas uma serva dele. E hoje ele me diz que sou uma pessoa um pouco delicada, pois fui contagiada com a sua delicadeza. Como beleza não é contagiante sigo mais uma vez como Poetinha Feia. Ainda (Ainda é minha muleta) nem falei que pertencemos à mesma família Lima, mas isso é tema para um novo texto. E para finalizar quem gostou bate palmas!E por falar na beleza das palavras dela, ela escreveu para mim:
Olá minha Grande Poeta,
Desejo que, ao iniciar a escrita desse texto, as palavras, cientes que elas são dedicadas à você, venham ao nosso encontro e meus dedos consigam a elegância e a beleza necessárias para desenhá-las nessa tela em quase branca, ainda com o desafio de driblar a desconfiguração do teclado do computador...
Estão me desafiando a escrever sem perguntar, ainda assim pergunto; a escrever sem me espantar - espanto filosófico -, ainda assim não desanimo e insisto em buscar outros recursos que a língua me oferece para contornar a situação posta. Não dispondo dos principais sinais de pontuação, como exclamação, interrogação, parênteses, dois pontos, entre outros mais utilizados por mim, fico ainda mais ousada. A limitação e a negação imposta pelo mundo dos homens, ao contrário do efeito esperado comumente, em mim, provocam outras ressonâncias, fico mais fortalecida e desafio as leis humanamente colocadas no plano "real". Não aprendemos que a realidade é uma construção social - pergunto.
Quero que saiba ainda que eu ensaiei, algumas vezes, uma resposta à sua altura. Ouvindo os belíssimos presentes que você delicadamente brindou à minha alma, em especial o texto escrito-musicado na voz-intrepretação de Mileide-ChicO, não pude conter as lágrimas, testemunhas da minha humanidade, testemunhas da minha grandeza-e-fraqueza de ser humano...
Queria, nesse instante, ser capaz de invadir a tela e, no momento dessa sua leitura, falar-ler cada letra que se segue como poesia. Mas, o que é mesmo a poesia, se não a possibilidade de materializar o im-possível - pergunto.
Assim, minha Linda Poeta, Poeta Linda, desde sempre, havia observado que derivamos de um fragmento de uma mesma matriz ancestral - LIMA, sendo outra derivação a presença em comum de Mileide SANTOS, simplesmente e imbricadamente ChicO.
Fico por aqui. Essas, entre tantas outras palavras, gostaria de lhe dedicar nesse momento-instante e, porque ele existe, impregnada da força poeta de Cecília, podemos ser Poetas...
Um abraço afetuoso e com toda a minha imensa gratidão, e como agradecer é celebrar a vida, escrevo-lhe O B R I G A D A.
Jilvania Lima, Jil
Apenas faço desse verso minhas palavras:
Quem gostou, mais uma vez, bate palmas!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Férias e muitas Saudades de um Tempo!

Lembro-me de quando era apenas uma garota preocupada se a brincadeira seguinte seria tão divertida quanto a anterior. As férias duravam uma eternidade. Não tinha a menor noção de um mês, dois meses. O que importava mesmo era que fiquei de férias em um ano e só voltaria a estudar no outro ano. E às vezes eu perguntava que dia é hoje? E alguém respondia. Nem eu sabia o motivo da pergunta. Um dia não tinha apenas 24h era muito mais que isso. Minhas férias eram eternas. Durante essas férias eternas passava alguns dias ternos na casa da Vovó que também era a casa do Vovô, da Dinda e do Tio. Vovó sempre muito atenciosa e cuidadosa. Tranqüila até demais. Eu passava horas penteando seu cabelo. Ela tão paciente deixava. E eu esticava para lá... Puxava para cá. Ela apenas falava: ‘_ Não acabe com o resto do meu cabelo!’ Eu continuava penteando e imaginando todos elogiando aquele cabelo lindo. Fazia tranças... Desfazia. Fazia cachos... Desfazia. Agora penteava para o lado. Para o outro lado. Não, ao meio fica mais bonito! Hum, todo para trás. E quaisquer que fossem os penteados que fizesse o cabelo sempre terminava do mesmo jeito que a Vovó penteava. Todo para trás com alguns grampos prendendo-os. O Vovô era muito calado. Ele era um sábio. Eu tinha tanto medo dele. Ele lia muito. Tinha uma estante recheada de livros que eu achava chato e na mesma proporção sentia medo. Após alguns anos eu comecei a lê-los. Alguns estão comigo até hoje. O Vovô fazia uma coisa que me deixava enfurecida. Ele simplesmente desligava a TV. Isso mesmo ele desligava a TV e pronto. Nem adiantava a Vovó gritar lá da cozinha que a menina (Eu) estava assistindo que ele não ligava. Eu lá sentada, assistindo completamente envolvida com/pela história. Já era um personagem. Nem o via. Ou fingia não vê-lo. Mas o Vovô caminhava, lentamente, passava a mão sobre a TV e dizia que ela estava muito quente e que se continuasse esquentando iria pifar. Pronto. Ele desligava a TV. Eu permanecia no sofá furiosa e geniosa. Continuava aquela aventura dentro de mim e imaginava mil finais para ela. Minha diversão era sempre garantida. Vovô tinha muitas histórias. Ele gostava muito de contá-las. A casa cheia. Filhos. Noras. Netos. Bisnetos. Amigos. E ele lá contando seus aprontes... um homem muito forte e de muita garra. Se não falha a minha memória foi o terceiro derrame que o derrubou. Vovó sempre ali ao seu lado. Eles fizeram bodas de ouro. Eu vi. Hoje a Vovó usa duas alianças na mão esquerda. E a minha Dinda. Lembro-me dela sempre lendo. Era livro, revista, texto, jornal. Eu passava por ela despercebida e tudo que eu pensava naquele momento invisível era ser como ela quando crescesse. Inteligente e bem humorada. Será que um dia conseguirei? O quarto da Dinda era o meu sonho... As roupas mais bonitas, vários batons, um espelho grande, TV, radiola. Radiola mesmo e a TV era preta e branca. Minha Dinda ouvia umas músicas que eu não entendia, mas que me influenciaram muito. Aretha Franklin. Nat King Cole. E tantos outros que já nem lembro o nome. Eu já era uma mocinha quando a Dinda deixou a casa da Vovó e foi morar em seu apartamento. E com ela aprendi tantas coisas. A leveza da vida. A acreditar nas pessoas. A ser amiga. A aproveitar a vida.
Quantas lembranças! Eu daria um mês das minhas férias hoje para ter um dia desses novamente.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
História de Amor n° 03: A Paixão.

sábado, 7 de fevereiro de 2009
(...)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Para quando você chegar...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Para Minha Querida...
Eu procurei algumas palavras dentro do meu dicionário para você, mas às vezes as palavras brincam comigo elas se escondem e querem que eu as procure. Só que hoje meu coração tinha urgência em escrever para você e não pude encontrá-las. Lembrei de uma música que você gosta muito e resolvi postar aqui para você ficar bem. Eu apenas gostaria que todos os seus dias fossem sextas-feiras e assim você pudesse ser (mais) feliz. Só agora compreendi a beleza dessa música. Essa é uma canção composta por Adriana Calcanhotto e belíssima quando cantada por Belô Velloso. Essa música me parece uma declaração de amor à Bahia. A Bahia que você abarcou e que agora te pertence cada vez mais. Gostaria de falar para/com você que nós estamos juntas nessa caminhada, porque "toda sexta-feira todo mundo é baiano"...
